O SACRIFÍCIO - Medíocre em todos os elementos
Acredito que a maioria de nós pode achar perturbador ou, no mínimo estranho, uma sociedade e/ou comunidade que viva sob crenças e comportamentos completamente diferentes ao que fomos criados. Sendo assim, o filme O Sacrifício carrega essa idéia colocando-a como base central de toda a sua narrativa. E, claro, nos parece ser sedutor acompanhar os tantos conflitos que o protagonista de nossa sociedade "normal" terá que enfrentar diante do desconhecido.
Usando o desaparecimento de uma menina como premissa, o filme funciona perfeitamente em seus rápidos 20 minutos iniciais. Ainda mais, tendo o bom Nicolas Cage como protagonista e utilizando de forma eficiente os vários elementos de suspense e mistério que nos soam como naturais dentro da história. A coisa toda ainda parece ganhar "corpo" quando conhecemos a tal comunidade que pede ajuda ao personagem de Cage e como tudo ali funciona e onde se localiza. Até aí, admito, o filme é ótimo! O problema começa quando começamos a enxergar clichês jogados sem a menor coerência dentro da trama e um drama que o roteiro nos empurra a força e que parece beirar o ridículo apresentado como o objetivo da tal comunidade. Aliás, confesso que assistir uma cena onde um homem fantasiado de urso corre com uma menina ao lado para escapar de inimigos fantasiados de patos e coelhos, é evidentemente patética. Colocado num filme de suspense com uma estrutura séria, isso fica ainda mais boçal. Mas O Sacrifício perde toda sua seriedade quando percebemos enfim, que também estamos andando em círculos no roteiro, assim como o personagem de Cage.
Com uma premissa (entende-se como sinopse) que nos chama a atenção, e um elenco escolhido com cuidado, o filme despenca para o abismo quando vemos que a mensagem final foi passada através de um roteiro completo de diálogos fúteis e cenas e sequências que não preenchem absolutamente nada. É triste somente ver o sempre competente Nicolas Cage participar de projetos tão imbecis como esse.Pra mim, ver esse filme, é que foi um verdadeiro Sacrifício!
* NOTA 3
PS: Fiquei com pena do jovem ator James Franco... que surge somente no último minuto do filme.
Etiquetas: Crítica, Nicolas Cage, O Sacrifício

Já não posso falar a mesma coisa de
Tirando as moralidades de lado, acredito que "Um Lugar para Recomeçar" tem elementos redondinhos para um bom drama. E sustentado pela boa performance de Redford e do sempre ótimo 

O filme fala realmente de problemas de relacionamento, frustrações femininas e tem como protagonistas duas boas atrizes. Mas na minha opinião, não foi em nenhum momento "maldoso" com o universo masculino e nem tão sistemático com o universo feminino. E, mesmo que eu me simpatize mais por Kate Winslet, admito que no filme, Cameron Diaz fez uma personagem muito mais simpática e cativante. Não que a personagem de Winslet não fosse, mas me tocou de forma mais sincera o relacionamento de Diaz com o ótimo Jude Law, que aqui, faz um personagem totalmente diferente do que ele está acostumado; em vez de galanteador e safado, seu personagem é um poço de sentimentalismo e um viúvo que parece sair de um conto de fadas que toda mulher gostaria de ler. É gostoso de ver as cenas onde o casal contracena com duas menininhas!
Simples, bonitinho e com sequências interessantes (destaco o momento em que Cameron volta para o lar em que estava morando e encontra Law chorando copiosamente, e a parte que Black cantarola para Winslet as trilhas musicais de vários clássicos do cinema dentro de uma locadora), "O Amor Não Tira Férias" pode ser sim um filme mais voltado para as mulheres, mas que certamente, não desagradaria um espirituoso espectador disposto a encarar duas maluquinhas românticas.
Mas admito que "Rei Arthur" se encosta de maneira excelente em suas grandiosas cenas de ação para salvar seu roteiro mediano. Excluindo alguns exagerados à parte (como a flechada que acerta alguém escondido entre as árvores!), o filme consegue empolgar e motivar quem acompanha a caminhada de Arthur (ainda não-Rei) e seus cavaleiros para resgatar uma família romana. Eu poderia dispensar comentários sobre o ator
Longe de ser ruim, "Rei Arthur" é um filme que nos prende, nos empolga em vários momentos e nos faz realmente torcer por seu personagem principal, caído como uma luva no soberbo Clive. As cenas de batalha dispensam elogios (o confronto sobre um terreno de gelo é espetacular!), e ao meu ver, comparando-as com outros filmes de mesmo gênero, "Rei Arthur" supera de longe qualquer sequência do insosso "

As intrigas e as perguntas que o roteiro nos oferece são eficientes, a ponto de nos deixar envolvidos. Mas é uma pena que a resolução dessas mesmas perguntas não são eficazes. Vocês verão que muitas questões realmente ficaram no ar sem nenhuma resposta. Uma pena, pois se bem respondidas iriam dar um fôlego a mais para a trama.
Com um grande elenco, um argumento inicial muito bem elaborado e o famoso clima de "final surpresa" que paira sobre todo o filme, "Premonições" decepciona um pouco por justamente não responder de forma adequada às perguntas deixadas em todo o seu desenvolvimento. Para pessoas que gostam de romances dramáticos e trágicos, poderão gostar do filme ou achar, no mínimo, uma obra bem simpática. Para pessoas que assim como eu, esperava algo mais em torno do mote principal da história, o acharão no máximo, razoável.
Não recomendo para aqueles que estão atrás de algo na linha do terror teen "
O roteiro medíocre abusa de diálogos que nos bombardeia de frases que parece nos dizer algo, quando na verdade não quer dizer nada. Afinal, o que representa o personagem escritor do filme (interpretado pelo próprio M Night Shyamalan)??? Será que o diretor dessa vez quis atuar como um personagem que lembrasse seu próprio alter-ego? Pois fica fácil acreditar nessa hipótese já que seu personagem em determinado momento dispara a frase: "Eu pensei ser alguém especial... mas nunca fui". Isso fica mesmo evidente quando ouvimos essa frase já na meia hora final do filme, e ainda temos a sensação que não aconteceu nada de importante.

